Quando uma empresa decide instalar um sistema de leitura digital em uma máquina operatriz, uma dúvida aparece com frequência:
"Qual régua digital devo utilizar: PWM W ou PWM B?"
Embora os dois modelos tenham a mesma finalidade — realizar a leitura precisa do deslocamento dos eixos —, existem diferenças importantes entre eles que devem ser consideradas antes da escolha.
A PWM desenvolveu as linhas W e B justamente para atender diferentes necessidades de aplicação e, principalmente, diferentes cursos de medição.
Neste artigo, vamos explicar de maneira simples as principais diferenças entre os dois modelos para ajudar você a escolher a régua mais adequada para sua máquina.
Primeiro: o que as duas têm em comum?
Antes de falar sobre as diferenças, é importante entender que PWM W e PWM B são réguas digitais ópticas desenvolvidas para aplicações industriais e máquinas operatrizes.
Ambas utilizam sistema óptico infravermelho transmissivo, possuem corpo em alumínio anodizado, sensor com cinco rolamentos de precisão e proteção contra contaminantes presentes no ambiente de usinagem.
Também apresentam:
✔ Precisão padrão de ±10 µm
✔ Opção de precisão especial de ±5 µm
✔ Resolução padrão de 5 µm
✔ Sinais de saída TTL / RS232 / 1VPP
✔ Alimentação padrão de 5 Vcc
✔ Opções de alimentação de 12 Vcc e 24 Vcc
✔ Cabo blindado metálico de 3 metros
✔ Conector DB9
✔ Dupla vedação de borracha
✔ Proteção contra óleo
✔ Sistema de proteção IP54, podendo chegar a IP55 com sistema de ar interno
✔ Velocidade de leitura de até 60 m/min na resolução de 5 µm
Portanto, não estamos falando de uma régua "boa" e outra "ruim".
A escolha está principalmente relacionada à aplicação e ao curso de medição necessário.
PWM W: versatilidade para diferentes máquinas
A PWM W é a opção mais versátil da linha.
Ela está disponível em uma grande variedade de comprimentos, desde 150 mm até 1400 mm, permitindo atender diferentes configurações de máquinas e diferentes cursos de deslocamento.
Entre os comprimentos disponíveis estão:
150 | 220 | 270 | 320 | 370 | 420 | 470 | 520 | 570 | 620 | 670 | 720 | 770 | 820 | 870 | 920 | 1000 | 1100 | 1200 | 1400 mm
Isso torna a PWM W especialmente interessante para aplicações em que é necessário encontrar uma régua compatível com o espaço disponível e com o curso do eixo da máquina.
Onde a PWM W se destaca?
A linha W atende muito bem aplicações como:
-
Fresadoras convencionais;
-
Tornos mecânicos;
-
Retíficas;
-
Mandrilhadoras;
-
Máquinas de medição;
-
Eletroerosão;
-
Projetores de perfil;
-
Outras máquinas operatrizes.
Em uma fresadora convencional, por exemplo, a W pode ser utilizada nos eixos X, Y e Z, desde que o comprimento adequado seja selecionado para cada eixo.
PWM B: desenvolvida para grandes cursos
A PWM B segue o mesmo conceito de medição óptica, mas é direcionada a aplicações que necessitam de cursos de medição maiores.
No catálogo atual da PWM, o modelo B está disponível nos comprimentos de:
1300 mm | 1400 mm | 1500 mm.
Isso torna a B especialmente interessante para máquinas de maior porte, nas quais o deslocamento do eixo exige uma régua com curso de medição elevado.
Imagine, por exemplo, uma máquina cujo eixo possui aproximadamente 1,4 metro de deslocamento.
Nesse cenário, uma régua convencional de menor comprimento simplesmente não será suficiente.
É justamente para aplicações desse tipo que a linha B ganha destaque.
A principal diferença: o curso de medição
Se precisarmos resumir a diferença entre os dois modelos em uma única característica, seria:
PWM W
Maior variedade de comprimentos.
PWM B
Foco em grandes cursos de medição.
A PWM W oferece uma faixa muito ampla de comprimentos, enquanto a B está concentrada nos cursos maiores de 1300, 1400 e 1500 mm no catálogo atual.
Por isso, não é correto simplesmente perguntar:
"Qual é melhor, W ou B?"
A pergunta correta é:
"Qual modelo possui o curso adequado para o eixo da minha máquina?"
Qual modelo devo utilizar em uma fresadora?
Essa é provavelmente a dúvida mais comum.
Imagine uma fresadora com os seguintes deslocamentos:
Eixo X: 920 mm
Eixo Y: 470 mm
Eixo Z: 420 mm
Nesse caso, a linha PWM W oferece exatamente os comprimentos necessários para atender esses três eixos.
Por outro lado, imagine uma máquina de grande porte com:
Eixo X: 1400 mm
Nesse caso, a PWM B de 1400 mm passa a ser uma opção adequada para o curso de medição necessário.
Ou seja:
A régua deve ser escolhida de acordo com o curso do eixo — e não simplesmente pelo tamanho físico da máquina.
E quanto à precisão?
Aqui existe uma característica importante:
As duas linhas oferecem a mesma faixa de precisão especificada pela PWM.
Tanto a W quanto a B possuem precisão padrão de ±10 µm, com possibilidade de configuração especial de ±5 µm.
Portanto, a escolha entre W e B não deve ser feita pensando que a B necessariamente é mais precisa que a W.
O grande diferencial está na aplicação e no comprimento de medição.
E quanto à velocidade?
Outro ponto em comum entre os modelos é a capacidade de trabalhar com deslocamentos rápidos.
As especificações da PWM indicam:
60 m/min — resolução de 5 µm
e
20 m/min — resolução de 1 µm.
Isso permite que as réguas acompanhem deslocamentos rápidos dos eixos sem comprometer a proposta de leitura digital para máquinas operatrizes.
Construção preparada para o ambiente industrial
Uma régua instalada em uma máquina operatriz precisa enfrentar condições muito diferentes de um equipamento utilizado em um ambiente comum.
Durante a usinagem podem existir:
-
Óleo de corte;
-
Cavacos;
-
Poeira;
-
Vibrações;
-
Resíduos metálicos;
-
Variações de temperatura.
Por isso, tanto a PWM W quanto a PWM B possuem corpo em alumínio anodizado, dupla vedação de borracha e proteção contra óleo, além de sistema de proteção IP54 e possibilidade de IP55 com sistema de ar interno.
O conjunto foi pensado para ser utilizado em ambientes de máquinas operatrizes.
Então, qual escolher?
A escolha pode ser simplificada da seguinte maneira:
| Característica | PWM W | PWM B |
|---|---|---|
| Aplicação | Máquinas operatrizes | Máquinas de maior porte |
| Faixa de comprimentos | 150 a 1400 mm | 1300, 1400 e 1500 mm |
| Precisão padrão | ±10 µm | ±10 µm |
| Precisão especial | ±5 µm | ±5 µm |
| Sinal | TTL / RS232 / 1VPP | TTL / RS232 / 1VPP |
| Alimentação padrão | 5 Vcc | 5 Vcc |
| Corpo | Alumínio anodizado | Alumínio anodizado |
| Sistema óptico | Infravermelho | Infravermelho |
| Proteção | IP54 / IP55 com ar | IP54 / IP55 com ar |
| Principal diferencial | Variedade de comprimentos | Grandes cursos |
As especificações acima são baseadas nas páginas atuais dos modelos W e B da PWM Réguas Digitais.
W ou B: não existe uma escolha universal
Um erro comum na hora de comprar uma régua digital é pensar que existe um modelo "melhor" para qualquer máquina.
Na realidade, a melhor régua é aquela corretamente dimensionada para o seu equipamento.
Uma máquina pequena pode precisar de apenas 420 mm de curso.
Uma fresadora maior pode precisar de 920 ou 1200 mm.
Já uma máquina de grande porte pode exigir 1400 ou 1500 mm.
É por isso que a PWM possui diferentes linhas e comprimentos.
Como escolher corretamente a régua?
Antes de realizar a compra, recomendamos verificar três informações:
1. Qual é o curso real do eixo?
Meça quanto o eixo realmente se desloca.
2. Qual é o espaço disponível para instalação?
Além do curso, é necessário verificar se existe espaço físico adequado para instalar a régua e seus suportes.
3. Qual display será utilizado?
A régua precisa ser compatível com o sistema de leitura e com o sinal de entrada do display.
Quando essas três informações são conhecidas, fica muito mais fácil determinar o modelo e o comprimento adequado.
Precisa escolher entre PWM W e PWM B?
A diferença entre os modelos pode parecer simples, mas escolher corretamente o comprimento e a configuração da régua é fundamental para o funcionamento adequado do sistema de leitura digital.
Se você possui uma máquina convencional e está pensando em instalar réguas digitais, não escolha apenas pelo preço ou pelo tamanho aproximado.
Escolha pelo curso, pela aplicação e pela compatibilidade do sistema.
PWM W para versatilidade.
PWM B para grandes cursos.
E, independentemente do modelo escolhido, o objetivo é o mesmo:
Transformar o deslocamento mecânico da sua máquina em uma informação digital precisa, confiável e fácil de acompanhar.
Sua máquina merece uma leitura à altura da sua capacidade.
Antes de comprar, informe o modelo da sua máquina, os cursos dos eixos e o display que pretende utilizar.
Com essas informações, é possível determinar a configuração mais adequada para sua aplicação.
